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Estilo de Pintura

É a classificação de uma pintura. Cada estilo de pintura obedece a uma determinada técnica de se pintar, com pincéis, material sobre o qual se pinta, riscos específicos e muitas vezes, também com cores características.

Os estilos de pintura são originários de determinados países, províncias ou regiões, e alguns são centenários e praticados por artistas decorativos de todo o mundo. Abaixo citamos apenas alguns estilos, para que vc conheça um pouco desse mundo das artes tão interessante.

1. Natureza Morta – Pintura que retrata qualquer componente da natureza, desde que fora dela, ou seja, em montagens que podem ou não incluir objetos como vasos, cestos, etc.

2. Paisagens – Pintura que retrata paisagens ou cenas do campo.

3. Canalboat – “Pintura de Barcaças” ou “Van Dyking”, é o estilo de pintura decorativa inglesa e foi criado para decorar os barcos que navegavam pelos canais fluviais desde o século 18, daí o nome (barco de canal).

4. Pintura Realista – Estilo de pintura onde o artista reproduz fielmente o motivo escolhido flores, frutas, objetos, etc.

5. Folk-Art – Arte folclórica. Todo estilo de pintura característica, que tem sua origem em uma determinada região ou país. Arte popular de um povo ou cultura.

6. Marinhas –Pintura que retrata cenas marinhas.

7. Bauermalerei – (Bauer = fazenda, malerei = pintura) O Bauemalerei teve sua origem entre os Alpes bávaro e austríaco ,e é freqüentemente chamado de Pintura Alemã ou Pintura Bávara. O Bauermalerei é dividido em vários estilos, distinguidos uns dos outros por características como traços, cores e riscos específicos.A pintura é feita com cores alegres e retratando principalmente flores, mas também frutas, pássaros, paisagens e figuras humanas, usando-se pinceladas ensaiadas (C, S e vírgulas), feitas com pincéis redondos.

8. Craquelê – Técnicas que produzem efeitos de rachaduras na superfície de um trabalho. Técnicas de craquelar: com verniz, com aspecto de rachaduras evidenciadas por pátinas douradas, ou simplesmente com tintas já produzidas para esse fim.

9. Decoupagé –Técnica francesa que consiste em colar recortes de papel ou tecido em uma superfície. Depois da colagem, se pode complementar com pintura, para evidenciar detalhes e enriquecer o trabalho.

10.Esponjado – Técnica de pintura que consiste em “bater” com uma esponja carregada com uma cor de tinta diferente, sobre outra já seca e que confere um aspecto envelhecido ao trabalho.
Pode-se também, usar esse feito em pinturas decorativas de paredes.

11. Flutuação –Técnica que cria efeito de sombra ou de luz. Utiliza-se um pincel chato ou angular, carregado com a tinta só na ponta, para produzir uma pincelada esfumaçada.

12. Hindeloopen – (Folk-Art) - Estilo de pintura Holandesa, praticada desde o século 17 essencialmente por homens, que ensinam a técnica aos seus filhos, mas não ás filhas mulheres. Com pinceladas ensaiadas, é uma pintura rica, que retrata flores, pássaros, frutos e figuras humanas,etc.

13. Pátina – Várias técnicas de pintura que conferem uma aparência envelhecida ao móvel ou peça onde são aplicadas.
Cada técnica produz um efeito diferente: clássico, rústico, romântico, etc. Exemplos: Pátina Tradicional ou Pátina Lixada, entre outras mais. A utilização da técnica de patina muda as características originais da peça.

14. Pintura Decorativa – Qualquer técnica ou estilo de pintura peças de madeira, metal, cerâmica, vidro, tecido, cortiça, etc.

15. Pinturas em Cerâmica – Existem vários tipos de cerâmica.
Para cada tipo de cerâmica existem técnicas e estilos diferentes de pintura. Existem ainda diversos tipos de tinta: as que não necessitam queima, como as tintas acrílicas, a base de água; as que são queimadas em fornos caseiros; e as que precisam de fornos especiais que alcançam altas temperaturas.

16. Pintura em Madeira – São inúmeros os estilos e as técnicas de pintura que podem ser aplicados em uma peça de madeira, assim como os tipos de tintas que podem ser utilizadas

17. Pintura em Gesso – Material poroso, o gesso deve ser impermeabilizado antes de se iniciar a pintura, que pode ser feita com diversos tipos de tinta.

18. Pintura em Porcelana – É um tipo de cerâmica, branca e refratária que possui uma composição diferente da tradicional. A pintura da porcelana, também pode ser feita usando-se diferentes técnicas.
- Pintura a frio
- Pintura com queima em forno caseiro
- Pintura com queima em forno de alta temperatura

19. Pintura em Tecido – A pintura em tecido, consiste em transferir um risco p/ um determinado tipo de tecido e pinta-lo, pode ser pano de pratos, toalhas de mesa, tolahas de banho, fraldinhas de bebés, etc. Normalmente o material é de fácil acesso e de baixo custo ,proporcionando assim, para alguém que possua dons para essa pintura, uma fonte de renda interessante.

20. Pinturas em Vidro – Existem muitas técnicas e também diferentes tintas que podem ser usadas no vidro. A mais comum é utilizada a tinta para vitral, mas deve-se tomar cuidado pq o vidro não poderá posterior a pintura ser lavado, somente poderá ser limpado com pano.

21. Pintura Country – Estilo de pintura que retrata objetos, animais, frutas, flores e tudo que lembra a vida no campo. Pode ser dividido em três estilos diferentes: Americano, Primitivo e Clássico.

22. Rosemaling – (Rose = rosa, maling = pintando) Estilo de pintura Norueguesa com cores e características específicas. Muito rico e vigoroso, pintado geralmente em cores fortes sobre fundos escuros e subdividido em vários estilos.

23. Pinceladas Ensaiadas –São pinceladas usadas em certos estilos de pintura, que requerem prática constante. Pincelada em forma de “C”, em “S”, em “Vírgula”, etc. São utilizadas em estilos de pintura como o Bauernmalerei, o Rosemaling, o Hindeloopen e o One stroke.

24. Tole Paint – Hoje designa a Pintura Decorativa de uma forma geral, mas a tradução literal seria “Pintura em Lata”.





Tipografia depende de atenção e percepção.

Tipografia (originada do grego typos - "forma" - e graphein - "escrita") é o processo de composição de textos, a partir da escolha de determinadas fontes tipográficas, por suas características formais, pelo seu desenho. Um dos objetivos da tipografia é dar ordem estrutural à comunicação impressa, mas há também a comunicação não-verbal, não-textual, que se dá através das características formais das fontes (Com serifas (extensões nas extremidades do desenho das letras, originárias de sua gravação em pedra e metal) - as romanas humanistas, as romanas transicionais e as romanas geométricas. As sem serifas - as geométricas e as humanistas. As script, ou manuscritas, que tentam imitar a caligrafia humana. As fantasia, que misturam forma com formais ilustrativas.

Tipografia também é nome de um processo de impressão, "criado" por Johannes Gutenberg, em Mainz, na Alemanha, em 1447 e hoje quase extinto, que usa os tipos móveis, onde cada letra, número e sinal é uma peça com o desenho da letra em alto relevo, moldada em uma liga de chumbo, estanho e antimônio.

Como escolher?

O processo de leitura não é linear. Os olhos percorrem a linha, identificando trechos das palavras, pulando trechos, retornando. O movimento dos olhos é descontínuo. O cérebro é quem organiza a leitura. Nesse processo sutil, a forma, o desenho das letras, interfere no reconhecimento da informação, ao longo do tempo de leitura. A aparência total da página também influi no processo de leitura, onde desenhos mais leves ou mais pesados podem manter a atenção do leitor ou dispersá-lo. Tamanho (corpo) da fonte e espaço entre letras e entre linhas também influem na velocidade da leitura e nos níveis de cansaço visual.

Dois aspectos são fundamentais na escolha do tipo a ser usado na publicação.
-A legibilidade decorre do tempo de identificação dos caracteres individualmente. Essa identificação está ligada a forma e a familiaridade que tenhamos com determinado tipo. Melhor identificamos aquilo que mais conhecemos.
-A leiturabilidade decorre das características do conjunto, da leitura das sílabas (não lemos letras individualmente, mas seu agrupamento), da forma como os tipos se aproximam, se afastam, se encaixam.

Existem dezenas de excelentes fontes com serifa e sem serifa, conjuntos completos de caracteres (inclusive os acentuados), números, símbolos e ornamentos, bem como tabelas internas de espaçamento entreletras (kernig). Algumas delas são desenhos existentes a mais de 500 anos. Algumas mais recentes, com menos de 50 anos. Muitas se diferenciam por pequenos detalhes de sua "anatomia" (sim, fontes tem "anatomia"!!!), que podem parecer insignificantes na hora de escolher. Provavelmente serão mesmo e a opção será feita por gosto, por vontade de usar uma determinada família de tipos. Essa não é uma questão tão fundamental. O que importa é adequar a escolha ao tipo de texto, sua função, seu significado e o tipo de publicação e ao publico a quem se dirije.

Uma das características da composição tipográfica é o corpo (tamanho) da fonte. Usualmente, fontes com serifa são usadas em corpos entre 10 e 12 pontos. Em fontes sem serifa, corpos entre 9 e 11 pontos. O ponto gráfico é a menor medida em artes gráficas e corresponde a aproximadamente 0,351 mm (uma polegada dividida por 72). O desenho da famíla escolhida, pode, em um mesmo corpo parecer maior ou menor, dependendo do tamanho do "olho" (o miolo do desenho da letra) em relação ao tamanho das serifas, quando as há, e ao tamanho das hastes e traves, as linhas verticais e horizontais do desenho da fonte. Outra característica a ser observada é o espaço entre as linhas. Automaticamente o computador atribui, a entrelinha, 20% a mais do que o corpo da fonte. Por exemplo, em corpo 12, entrelinha 14,4. Esse tamanho pode ser aumentado ou diminuído dependendo do altura da mancha (chama-se "mancha gráfica" a área impressa da página) e da "leveza" que se queira atribuir à página, pois ao abrir a entrelinha teremos páginas menos escuras, de tom "cinza" mais leve. Novamente o tipo de publicação e público determinam nossas escolhas. Mas, para tudo, há limites. Não se deve abrir ou apertar demais a entrelinha, assim como os espaços entre letras, para não tornar a leitura difícil, seja pela proximidade excessiva, seja por afastamento. O mesmo ocorre em linhas com mais de 72 caracteres e espaços e linhas com menos de 22 caracteres e espaços (normalmente páinas com mais de uam coluna). Depois de algum tempo, começa-se a "perder" a continuidade da leitura entre o final de uma linha e o início de outra, por cansaço visual.







O papel

Até a Idade Média, a escrita cotidiana usava materiais flexíveis, como o papiro (Egito), tecidos ou couro de animais (de bezerros, chamados de pergaminho por ter origem na cidade de Pérgamo - na Itália e na época, corte de um dos estados helênicos decorrentes do desmembramento do império Romano pós Alexandre Magno). Depois de secos, raspados e branqueados eram dobrados em quatro partes e recortados, os quaternos ou caternos, origem do nome da "juntada" de folhas que usamos ainda hoje, o caderno. Em artes gráficas caderno se refere ao conjunto de 4 páginas. Um "caderno" é sempre um conjunto múltiplo de 4. A origem do papel feito da polpa de árvore, ervas, trapos de tecido, redes de pescar e cal (para ajudar a desfibrar a pasta de celulose) e seco sob um fina forma de madeira recoberta de seda, foi a China. Atribui-se ao conselheiro T'sai Lun, da corte do imperador Chien-ch'u, em 105 d.C. a invenção, que deveria permanecer secreta, mas que foi levada por monges budistas para o Japão e Coréia. Outras fontes atribuem a invenção ao general Mong Tien, em 210 a.C.. No século VIII, prisioneiros chineses capturados pelos árabes na batalha de Samarkand (região central do Uzbequistão, na época parte da China), ensinaram-lhes a fabricação do papel, que através do domínio do sul da Europa pelos mouros, chegou a península ibérica, no sul da Espanha, em cidades como Toledo e Valência. No século X (1102) durante a ocupação árabe da Sicília, a Itália passou a produzir papel. Em 1298, Marco Polo, de regresso da China, reportava ter assistido a impressão de papel-moeda nas gráficas do imperador. O papel nesse período ainda era considerado frágil, rude e feio. Até o século XV o pergaminho era predominante. No século XV, na cidade de Fabriano (Itália), fabrica-se então um dos melhores papéis existentes, de mesmo nome, e fabricado até hoje. Na Alemanha, desde 27 fevereiro de 1584, fabrica-se um papel de alta qualidade, fabricante que a partir de 1886 passa a ter o nome de Hahnemühle. Hoje os melhores papéis artísticos e para impressão de fotografia digital com qualidade museográfica são fabricados por essa indústria. Na cidade de Capellades, na Catalunha, Espanha, uma das principais atrações turísticas é um moinho movido à roda d¿água, onde se fabrica papel como no século XVIII. A primeira fábrica legal de papel no Brasil data de 1809/1810, no Rio de Janeiro, no bairro do Andaraí, de propriedade de Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva. O Brasil é, hoje, o maior produto de "celulose verde" do mundo e o maior exportador da matéria-prima do papel. Em compensação não produz papel em quantidade suficiente para o consumo interno, tendo de importá-lo. O papel importado para imprensa não paga impostos.

Papel se especifica pelo peso. A gramatura corresponde ao peso da folha por metro quadrado, que decorre da quantidade de celulose, gesso, aglutinantes etc. e independe da espessura da folha. Essa decorre da prensagem e calandragem do papel. Calandras são grandes cilindros de metal cromado e aquecido por onde o papel passa durante a fabricação e isso vai determinar sua lisura e porosidade. O papel, normalmente é fabricado em bobinas e pode ser vendido nesse formato ou em folhas em tamanhos específicos (AA, BB, Série A - ou DIN ou ISO - etc.). Por ser formado por fibras de celulose, normalmente em uma direção, que é a do lado maior, o papel rasga com mais facilidade nesse sentido do que contra a fibra. O papel usado em revistas (LWC - low wasted coated, papel com boa cobertura, levemente brilhante e de baixo peso) tem fibras em todas as direções da folha, o que o torna mais resistente e permite que seja fabricado com menos polpa, portanto mais fino. O papel Kraft também tem fibras em múltiplas direções, mas por não ser branqueado, não tem uso comum em publicações. As gramaturas mais comuns estão entre 75 g/m2, 90 g/m2 e 120g/m2. Quanto maior a gramatura, menos transparente será o papel. Quando se trata de um livro de muitas páginas, um dicionário, por exemplo, pode-se usar um papel mais fino, mas de boa resistência, o papel bíblia, que tem aproximadamente 50 g/m2 e, como já diz o nome, surgiu para impressão da Bíblia. Os papéis mais "nobres" tem mais gesso e gomas na sua composição sendo menos permeáveis à tinta de impressão. Nesse caso estão os couchê ou cuchê. Podem ser brilho ou matte (fosco). Há o film coat, que tem uma película superficial que produz acabamento brilhoso, mas de custo menor que o cuchê. Os papéis brancos comuns são o off-setM, alta alvura, bufon e apergaminhado, nomenclaturas para tipos de papel muito semelhantes. Há ainda os da linha Pólen (soft e bold), da Cia. Suzano e o Chamois (fine e bulk), da Ripasa. São papéis de tons areia e acabamento do muito liso ao muito áspero. São também chamados off-withe. Supõe-se que sejam melhores para leitura, pois não refletem tanto a luminosidade quanto os papéis brancos.

Há ainda o principal papel usado pela indústria de embalagens, o cartão duplex e o cartão triplex (com acabamento branco liso apenas de um dos lados) e para capas de livros, o cartão branco (com acabamento branco liso de um dos lados e branco áspero do outro), em gramaturas que vão do 180g/m2 ao 600 g/m2. Há o Duo Design, da Cia. Suzano, que permite boa impressão em ambos os lados lisos, ou seja frente-e-verso. Há também o Reciclato, marca da Suzano para um papel reciclado, que tem fibras visíveis, de tom escuro em um papel de cor marrom bem claro. A Filiperson (www.filiperson.com.br) também fabrica papéis reciclados, com variados nomes fantasia, texturas e colorações diversas. Há outros fabricantes de papéis e também importadores que tem, além das linhas convencionais, papéis especiais que podem acrescentar diferencial ao produto gráfico. Existem também os papéis vergé, Ingres e papéis com texturas superficiais diversas, em gramaturas variadas. Para conhecer melhor os diversos tipos de papel, solicite mostruários aos fabricantes e revendedores.








Publicações

Como calcular a quantidade de papel, por gramatura, por tipo e formato, para uma publicação ou por impresso?

Muita calma nessa hora, é menos uma questão de matemática e mais de raciocínio lógico.

Sabemos que papel para offset plano é vendido em folhas de 76cm x 112cm (AA), 66cm x 96cm (BB) e 84cm x 118,8cm (formato A ou A0 - que dobrado ao meio seguidamente teremos A1, A2, A3, A4, A5).

O papel nesses formatos é vendido em pacotes fechados e a quantidade de folhas varia em função da gramatura do papel.

Papéis de até 90g/m2 são vendidos em pacotes de 500 folhas
Papéis de até 150g/m2 são vendidos em pacotes de 250 folhas
Papéis com 180g/m2 são vendidos em pacotes de 125 folhas

Cada folha, em cada um dos formatos, terá peso diferente, calculado por sua área e gramatura.

Cada fomato terá um melhor aproveitamento em função das medidas do que for ser impresso. O ideal é não desperdiçar ou desperdiçar o mínimo de papel.

Devemos levar em conta não o formato final do impresso, mas detalhes como sangramento (3 mm, no mínimo, a mais em cada lado em que haja sangramento), marcas de corte, registro, densitômetro e barra de calibração de cores (por volta de 1 cm a mais no tamanho do impresso).

Impressões de publicações em cadernos (livros, revistas, jornais), são sempre múltiplo de 4. E são impressos, usualmente frente-e-verso, ou seja, nos dois lados da folha.

Sempre acrescente uma margem de perda (5% pelo menos) na quantidade final de papel.

A SPP-Nemo, distribuidor de papel também tem um mecanismo de cáculo editorial no seu site

http://www.spp-nemo.com.br/principal.cfm?tela=calculo


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Por exemplo, uma revista, no formato 19,7 cm x 27,4 cm.
Tiragem de 2.000 exemplares.
Capa em papel couchê, 180g/m2, envernizado em um dos lados.
Miolo com 48 páginas em papel filmcoat 90g/m2.
Qual o melhor formato de papel e quais as quantidades necessárias?
E qual o peso total de cada tipo de papel?


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Se a publicação fechada tem 19,7 cm x 27,4 cm, aberta terá 39,4 cm x 27,4 cm. Se montarmos 4 lado-a-lado, teremos 78,8 cm x 54,8 cm. Cabem perfeitamente no BB (96 cm x 66 cm). Já que se imprime na frente-e-verso, teremos 16 páginas por folha. Para uma revista de 48 páginas, usaremos, então, 3 folhas BB, por exemplar. É só multiplicar a tiragem por 3, então e acrescentar 5 a 10% de perda, ou seja, 6.000 folhas BB.
Já para as capas, cabem 4 capas por folha. Para 2.000 capas, dividimos o total por 4, ou seja, 500 folhas (mais o percentual de perda).

Capa - papel couché 180g/m2 - 550 folhas - 5 pacotes BB
Miolo - papel filmcoat 90g/m2 - 6.600 folhas - 14 pacotes BB

É mais raciocínio lógico do que matemática.




História da Tinta


Tinta é o nome normalmente dado a uma família de produtos (líquidos, viscosos ou sólidos em pó) que, após aplicação sob a forma de uma fina camada, a um substrato se converte num filme sólido. As tintas são usadas para proteger e dar cor a objectos ou superfícies.

A tinta é muito comum e aplica-se a praticamente qualquer tipo de objectos. Usa-se para produzir arte; na indústria: estruturas metálicas, produção de automóveis, equipamentos, tubulações, produtos eletro-eletrónicos; como protecção anti-corrosiva; na construção civil: em paredes interiores, em superfícies exteriores, expostas às condições meteorológicas; um grande número de aplicações actuais e futuras, como frascos utilizados para perfumes e maquiagens.

Como arte, tem sido usada ao longo de séculos na criação de grandes obras como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci ou “Starry Night” de Van Gogh.


Componentes
A tinta líquida é normalmente constituída por cinco partes: resinas, diluentes, aditivos, pigmentos e cargas. A resina é a parte da tinta que solidifica para formar a película de tinta seca. O diluente, auxilia no ajuste da viscosidade bem como é veículo dos demais componentes, podendo, se dosados adequdamente, facilitar a aplicação das tintas. Os diferentes aditivos têm várias funções sendo uma delas auxiliar na secagem da tinta.





Vamos conhecer um pouco da história deste produto que tanto encanta a humanidade há séculos.


Temos citações em alguns livros e enciclopédias que os chineses, em meados do ano mil, já dominavam as técnicas de fabricação das tintas.
A primeira receita conhecida dos chineses era constituída de negro de fumo, misturado com cola e água ou óleo de linhaça. Com o passar dos tempos, substâncias vegetais foram acrescentadas a minerais, sementes, entre outros.



Foi com a descoberta dos pigmentos derivados do alcatrão de hulha que a revolução das cores tornou-se possível. A seguir, o óleo de linhaça perdeu espaço para óleos sintéticos. Com isso, a secagem da tinta foi facilitada e, anos mais tarde, o uso de resinas foi tornando a fórmula mais estável.



Hoje, com a tecnologia avançada as indústrias produzem tintas que secam com maior velocidade, por evaporação e até por ação infravermelha e ultravioleta. Em termos gerais, pode-se dizer que uma tinta é constituída basicamente pelo pigmento, que destaca o poder, tonalidade e intensidade do corante.



De forma mais completa, uma tinta é composta por pigmentos, ligantes, líquidos e aditivos. Os primeiros, além da cor, capacitam o poder de cobertura da tinta. Os ligantes dão liga aos pigmentos e fornecem a adesão ao filme da tinta. Os líquidos, também chamados de veículo, são responsáveis pela consistência desejada.



Os aditivos melhoram ou aperfeiçoam uma série de características das tintas, sejam elas à base de água ou solvente. Um deles, os espessantes, trabalham a viscosidade na tinta e a espessura que o filme da tinta vai ter, depois de seca. Os aditivos colhidos da natureza têm maior sensibilidade e por isso deterioram mais facilmente.



Os aditivos surfactantes são estabilizantes para as tintas, impedindo que seus componentes se separem ou que o produto fique impróprio para o uso de tão espesso. Eles são também 'condutores da cor', porque tornam os corantes compatíveis com o produto, de forma que a cor criada seja a mesma na tinta envazada e também depois de aplicada, factor importantíssimo este.



As tintas têm também conservantes, outra espécie de aditivos usados nos produtos à base de água. Os conservantes bactericidas impedem a formação de bactérias sobre a pintura. São importantes, pois algumas latas são constantemente abertas e eles garantem que não ocorram contaminações no produto.



Os conservantes fungicidas retardam o aparecimento de fungos e algas na superfície com tinta seca. Estão principalmente nos produtos para exterior e para regiões e ambientes úmidos, como banheiros e cozinhas.
As temidas bolhas na pintura são combatidas na tinta com os anti-espumantes, que estouram as bolhas formadas quando a tinta é misturada na fábrica, no agitador ou quando é aplicada na parede com rolos.



Além de água, as tintas recebem líquidos chamados coalescentes, que ajudam o ligante a formar um bom filme quando aplicado até a temperatura mínima recomendada. Há também os co-solventes, que garantem que a tinta líquida não perca qualidade quando congelada, facilitam a pintura com pincel, ao garantir o que os técnicos chamam de 'tempo aberto', o tempo em que a tinta pode ser aplicada e trabalhada, antes que comece a secar.